Um blog com pontos de vistas bastantes pessoais sobre o universo das marcas, do design e da comunicação.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Branding e Nietzsche
"Torne-te quem tú és"
segunda-feira, 22 de junho de 2009
solução inteligente leva Cannes
One Thousand Casmurros from Livead on Vimeo.
O case "mil Casmurros" leva o leão em Cannes.
Bela idéia para divulgar o livro Don Casmurro para um público desacostumado aos livros e usuário frequente da web.
Participação gera lembrança!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Extensão de marcas e o lifestyle


Será que essa é uma tentativa de fazer com que o mercado consumidor compreenda os valores essenciais da marca, uma vez que, me parece, são poucas as pessoas que podem avaliar a performance, eficiência ou tecnologia ao se deparar com um jogo de pneus?
Na mesma onda podemos acrescentar a PANTONE, marca líder em standarização de cores, sendo usada por designers e estilistas do mundo inteiro. WWW.pantone.com
Recentemente, em conjunto com a marca americana GAP, a PANTONE desenvolveu uma série de camisetas nas cores da escala PANTONE. Já conhecemos as canecas, os objetos para escritório e até a coleção de óculos. Tudo isso uma tentativa bem sucedida de envolver o consumidor com produtos lifestyle, criando um universo Pantone.
O lifestyle parece ser um passo certo na fidelização de clientes, afinal de contas, que consegue ficar imune a tamanha rede aparentemente preparada exclusivamente para nós?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Marca Premium
A Chanel mais uma vez se supera ao contratar o diretor Jean-Pierre Jeunet e a atriz Audrey Tatou. A dupla já havia trabalhado junto no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
Além da precisa direção de fotografia e excelente direção de arte, notem as associações de marca: Orient Express e Leica.
Mais uma vez fica a máxima : "Diga-me com quem andas que te direi quem és"
Branding Social

“A instituição sem fins lucrativos não está meramente prestando um serviço. Ela não quer que o usuário final seja um usuário, mas sim um executor. Ela utiliza um serviço para provocar mudanças em um ser humano”(DRUCKER, 2001, p.30).
A construção de marcas sociais é uma proposta de articulação da comunidade em torno de um ideal comum. Essa construção, em alguns casos, passa pelo fortalecimento das próprias ONG’s, reestruturadas pela ótica do branding.
Não falamos de marketing de causas sociais, embora a articulação seja em volta de um ideal, ou causa. No presente caso o interesse recai sobre a geração de renda e a articulação necessária para que tal fato ocorra e possibilite a real transformação do lugar.
O branding pode ser um agente transformador criando marcas como forma de identificar e legitimar a comunidade envolvida, não só pra diferenciá-la da “concorrência” , mas antes de tudo para proporcionar a sua inserção no mercado competitivo.
Dentro dessa perspectiva podemos adotar um conceito relacionando diretamente marca e cultura, explico, compreendermos a marca como um universo cultural, onde os produtos e serviços são o resultado dessa cultura, sua materialização. Entenderemos que cultura é um sistema de valores, fonte inspiracional da marca (KAPFERER,2003).
Assim como os países de origem reservam, por associação, a cultura da marca, como por exemplo, perfumes franceses, carros alemães, chocolates suíços, compreendo que a própria comunidade pode e deve fornecer essa reserva cultural.
Essa discussão remete ao compromisso essencial da geração de renda e a capacidade de desenvolver produtos alinhados com a problemática ambiental buscando, não só a sustentabilidade das próprias organizações mas principalmente o compromisso com a transformação da realidade das comunidades carentes envolvidas.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Branding
A construção de marcas nasceu da necessidade de diferenciar produtos aparentemente similares, conferindo-lhes uma “autoria” ou um certificado de procedência, hoje, muito mais que a simples procedência as marcas transmitem aos seus clientes todos os seus valores centrais, ou grande parte deles, através de sua personalidade.
A identificação dos consumidores com essa ou aquela marca pode ser decisiva no momento da compra.
Podemos citar vários exemplos, um clássico poderia ser a Apple, citada dez entre dez vezes quando se trata de inovação, criatividade e design. Os computadores da Apple não são infinitamente superiores, não são infalíveis, não fazem coisas que nenhum outra jamais faria. Por que então tantos seguidores fiéis? Por que não vemos adesivos IBM ou Microsoft colados nos carros e sim um monte de maçãs brancas mordidas? Simples, compramos a idéia Apple, acreditamos naquela marca como sinônimo de inovação e compramos rapidamente todas as últimas novidades.
O exemplo citado mostra como as marcas podem contribuir para a mudança do cenário de similaridade, proporcionando através da diferenciação inúmeras vantagens competitivas.
O processo de branding pressupõe a construção das marcas de dentro para fora, tendo como núcleo central sua identidade, em contraponto ao que o mercado estava habituado que era simplesmente a expressão externa desta marca, muitas vezes sem levar em consideração a sua essência .
Atualmente as pessoas procuram qualidades profundas nas marcas, uma forma de se identificar, de interagir, como se aquela experiência fosse uma espécie de realização pessoal, uma identidade auto-projetada na identidade da marca.
O branding é uma filosofia de gestão onde você não gerencia só o produto, distribuição, segmento de mercado e categoria.
Na íntegra, você passa a gerenciar uma dinâmica de relacionamento com todos os públicos envolvidos. Quanto mais intangível os valores a serem geridos, mais importante torna-se esse relacionamento.
O investimento em branding serve para potencializar a identidade da marca, transmitindo, com isso, seus valores essenciais através de comunicação eficiente e alinhada, sendo uma ferramenta insubstituível no processo de diferenciação da concorrência.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Bicicleta Bauhaus
terça-feira, 9 de junho de 2009
Louis Khan e Vik Muniz
Serei mais abrangente nesse post e não falarei especificamente de branding ou design.
No último domingo fui com minha filha de 7 anos a exposição de Vik Muniz no MASP, ela me levou pra ver a exposição, uma vez que ela já tinha ido com a escola e visto obra por obra, discutido e tudo mais.
Já conhecia o trabalho do artista mas fiquei bastante impressionado com o tamanho de sua produção e mais do que isso, saí de lá lembrando do mestre Louis Khan, arquiteto, que dizia que cada tijolo tem uma aspiração e que bastava perguntar que ele responderia: quero ser um arco, quero ser uma torre...
Vik me trouxe a mesma questão, mais do que a qualidade dos trabalhos, seu acabamento preciso, ampliações fotográficas belíssimas, ficou a idéia de que as coisas, ou tudo, pode ser mais do que é, poeira, cinzas...tudo pode ser mais ...talvez baste perguntar.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Definições Part.2- O que é Eco-Design?

Tulip Box do Droog Design, reutilizando esterco como embalagem para tulipas. Mais ecológico impossível.
O planeta passou por um período de grandes transformações no ultimo século. Desaparecimentos e surgimentos modificaram nosso mapa mundi, novos processos migratórios surgiram, potências econômicas desapareceram.
Já não é possível ignorarmos o fato de que os sistemas econômicos propostos não consideram relevantes as questões ambientais e conduzem gradativamente o planeta à extinção, esgotando os recursos não-renováveis e degradando os renováveis sobre o pretexto do crescimento, ou progresso.
Junto com o crescimento da consciência ambiental surge também uma nova forma de design, o eco-design. A expressão, que já apresenta um certo desgaste, carrega consigo uma boa dose de auto-explicação: design com preocupação ecológica. Essa nova forma de pensar os objetos que produzimos, leva em conta todo o sistema produtivo, do projeto ao descarte. “Deixaremos com isso de produzir produtos e passaremos a produzir sistema-produto” (MANZINI; VEZOLLI,2005).
Com todos os problemas ambientais não é mais possível produzir design sem pensar nas conseqüências que durante o ciclo de vida esse produto vai causar no meio ambiente.
Em países como o nosso, em vias de desenvolvimento, as questões sociais são tão ou mais importantes que as ecológicas. Comunidades inteiras vivem em condições precárias nas grandes cidades do país. Essas comunidades não raramente se localizam no limite extremo da periferia, longe dos marcos-zero urbanos, e próximo a mananciais e áreas rurais.
Essa constatação reforça a necessidade de articularmos comunidade carente com consciência ecológica.Uma nova fase do eco design já começa ser vista, inclusive de forma pioneira no país, o design social. Evolução do eco design o design social leva em conta não só as questões ambientais e o impacto de seus produtos, seja pela produção, seja pela forma de descarte, mais também a relação com a sociedade e com a geração de renda e a conseqüente melhoria da qualidade de vida das comunidades carentes.
