quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Freud era Brand Manager !













Recentemente li em alguma revista de negócios um texto entitulado “ o pscicanalista das marcas”, ou algo parecido.

Esse é um paralelo Possível e comum, se marcas são como pessoas, como eu já dizia no meu antigo escritório muito antes de ser usado como slogan , as marcas também podem e devem ser analisadas assim como as pessoas.

No livro de Scott Bedbury, “ O novo mundo das marcas” ele conta uma experiência que viveu com o autor Fritjof Capra ( aquele do Tao da física entre outros...) certa vez. O exercício, aparentemente simples, consistia em responder a seguinte frase do mediador: Quem é você?

Até aí nada demais, todos responderiam o seu respectivo nome, os mais desinibidos talvez a idade e os mais workaholics a profissão.

O problema começa quando a pergunta é feita repetidamente a mesma pessoa, obrigando o questionado a uma reflexão cada vez mais profunda sobre ele mesmo.

Esse exercício nada mais é do que um processo analítico, de auto-conhecimento ( provavelmente os analistas tenham um nome técnico pra isso).

As marcas devem se perguntar a todo o instante quem elas são, correndo o risco de presenciar grandes surpresas. Nada mais comum do que dirigentes que, distantes da realidade da marca no mercado, bradam com indiscutível eloqüência: Eu sou Premium! ( esse “adjetivo” é buscado hoje por um numero enorme de marcas, o que torna a discussão ainda mais pertinente) quando muitas vezes esse momento da tal marca já passou a pelo menos uma década... ou mais.

Nesses momentos fica óbvio, mesmo que aquele dirigente ache que a sua pesquisa está errada assim como a sua percepção, a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a identidade, a essência das marcas. Confesso que esse é um processo complexo e, mais do que isso, delicado. Você estará dizendo a seu cliente, que muitas vezes é o próprio fundador da marca, que tudo que ele acredita não mais coincide com a realidade, o que não deveria ser um grande problema uma vez que ele mesmo o contratou para fazer exatamente esse trabalho...

Sempre cito uma frase genial do filósofo Nietzsche que tenho plotada bem grande na parede de meu escritório , “Torna-te quem tu és”, pois bem, para nos tornarmos quem somos é preciso antes descobrir quem somos e essa, meus amigos, é a grande diversão e o grande desafio desse tal de branding.

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